quarta-feira, 28 de novembro de 2007
Ensaio sobre a amizade
ilusório mundo cruel
Contradições são assim mesmo... Difíceis de se notar, mais difíceis ainda de se assimilar e mudar condições de consumidores. E é assim que se vai a vida e que se vem a morte.
terça-feira, 20 de novembro de 2007
Auto entitulado biográfico
O que tenho a fazer?
Não quero ir além das possibilidades sobre-humanas
que a mente tende a devanear sobre
toda a compreensão em função de todo esmero,
sobre todos os conjuntos de intenção-entendimento,
sobre todas as formas de se saber
o que acontece, aconteceu e acontecerá.
Mas impossível é ficar absorta.
O tempo se passava em infinitos momentos no
"Aguarde. Em pronto iremos atendê-la. Próximo por favor".
Talvez.
Ou seria
"Amanhã a gente se fala, querida"?
Fato é que palavras incompreendidas
até aqueles momentos eram
aguardadas, almejadas, aliteradas
silenciosamente em excelente sintonia
ao incerto de nosso encontro.
O destino fez com que viesse até mim sua presença incógnita.
Sem saber, desejava.
Sem poder, requeria.
Sem decidir, escolhi.
A verdade se desfrutava
em um jogo de insinuações e mudanças de olhar,
de humor, de meia-verdade, de sentimentos.
E não que ela fosse absoluta;
as certezas passadas foram momentos de ilusionismo,
porém, iludindo e interferindo
em imagens de impedimento
na investida dum relacionamento mútuo.
Ainda é possível?
Ainda é possível converter tamanha distração em sabedoria
e falsas verdades em passado?
Ainda é possível subjulgar a essência sua
de saber mais de mim do que eu própria?
Qualquer que seja a resposta,
realmente já é sabido o que será enunciado.
Talvez seja tarde.
Talvez seja o tempo a única real decisão.
Mas é muito cedo para viver o eternamente
em fuga,
em permanência,
em loucura,
em sanidade,
em erros,
em acertos.
Ser ou não ser não se condiz em ser a própria questão.
Consigo ser além. Mas e minhas decisões?
Quem assumirá?
Serão recorrentes indagações
daqui um futuro assumido por seu caráter?
Ou estarei em boas escolhas de sua parte?
Não há como restringir seus métodos.
Seja minha consciência,
esteja em alerta afim,
fique a par de meu mundo
tão misterioso para mim
quanto as minhas dúvidas de como aceitou
por tanto tempo ser o que é
mesmo sem saber se seria alguém
com tamanha responsabilidade.
Não é de nenhuma notoriedade
de que o percurso será liderado por seus passos,
uma vez que em minha capacidade
fui capaz de deflagrar adversidades tristes visíveis em seus olhos.
Por isso não há como ficar absorta
em abstrair-me pelos devaneios essencialmente conhecidos.
Anseios, loucuras, desejos, paixões,
erros graves, conseqüências lastimáveis.
Tudo. O Todo. Onisciência. Sabedoria
em dominar minhas ações e meu corpo e minha mente e minha alma.
É o porto-seguro, é o refúgio,
é onde posso me esconder de mim.
É inexplicável a força atrativa
que me faz sempre voltar
para seus braços abertos
depois de ações impensadas
ou mesmo muito pensadas,
sem a preocupação com o depois,
pois no fundo eu sei que somos loucos.
Você, em me sempre aceitar a volta;
eu, pela certeza de que será perfeito.
Mas não existe perfeição.
Você não é meu. Eu não sou sua.
O resultado depende de cada ritmo da batida dos segundos.
Às vezes mais rápido. Às vezes uma infinitude
entre cada balanço descompassado
das marcações da dança do tempo.
Tudo depende da companhia.
Toque minha música para acompanhar
o frenético passeio sem lugar comum,
sem clichê, sem lugar para chegar.
Só assim chegar-se-á a lugar algum,
podendo avaliar-se o que foi escrito,
considerando continuidade e concordância
ou consumo e cancelamento
da história recorrente.
Então, perca o controle, liberte-se.
Seja imprevisível.
Preciso do desconhecido, necessito das fantasias.
Eu engano. Engane! Enganemo-nos!,
mesmo que na ilusão de dissimular
o que não pode ser escondido.
Assim, parecerá novidade.
Será ilusoriamente uma novidade.
Assim sou eu.
É assim a que minha vida foi acostumada.
É dessa maneira que passo a viver cada passo dado.
Assim sou eu,
levando a vida em uma melodia sem notas precisas,
antagônicas falando de algo para dizer o que não será dito.
Acredito no fingimento de ser indecifrável.
Acredito ainda mais que sou mais do que a Esfinge,
podendo devorá-lo, destruí-lo, destituí-lo
do posto de que ainda não assumiu.
Acredito nisto pois o que conheço a meu respeito
é insuportável fardo de uma vida cheia de lacunas.
Acredito naquilo para me dar segurança
de poder sempre voltar para sua companhia,
sem que me frustre em não mais ser inocente,
sendo uma não frustração de caráter totalmente ambíguo,
provavelmente pelo prazer de suas palavras em meus ouvidos
e pela clausura que elas provocam,
já que descrevem o que não quero ser.
Há desigualdade, há imperfeição.
Existem tantos paradoxos em mim.
Prevejo o imprevisto, recalculo o improvável.
Furto palavras negadas
e finjo não acreditar que acredito em seu olhar,
que ousa em me enxergar através.
Olhar que lê alguns trechos
de meu livro semiaberto,
em cujas rasuradas páginas
poderá escrever suas tortas linhas.
Assim, recebo, percebo, intercedo e releio.
Entendo e me entrego.
Não será por e para mal.
Jamais será por e para qualquer mazela
que tente a destruir as fortalezas
construídas por tão tortuosos caminhos
pelo mundo da experimentação.
Sei que existem os mais diversos limites,
e alguns são tão tênues
que mal se percebem
quão são limítrofes
como tanto expansíveis ou redutíveis o haviam de ser.
Qualquer que seja o passado,
mesmo que no futuro,
ao pretérito pertence.
Façamos um acordo:
entregue-se por completo
para devolver-me o que sabe de mim
e darei a parte que não conhece
chamada convívio.
Minta se for preciso.
Se você for passado,
passará a ser o futuro,
pois no fundo,
serei eu quem escolherei se isso será
mais outra falsa verdade de minha vida.
Pois é assim que quero ser,
Imperfeita e única em estupidez.
quarta-feira, 27 de junho de 2007
Telefone toca
Vejo pela janela os tantos coloridos que passam lá em baixo, misturando cores, pigmentos, matizes, silhuetas, ao asfalto e calçada que irradiam um calor não tão quente do Sol de inverno. Mas o céu está lindo, reluzente. Consigo avistar o vulto de um prédio enorme a algumas quadras. A poluição não está tão forte este ano. Lembro-me bem de seu contorno, de seus vidros espelhados, isolando tantos semblantes carrancudos por conta de ganhos pífios na última rodada de negociações de valores através das rentabilidades casuais de um mega investidor. Não sei prá que tanta preocupação, sendo que o dinheiro não existe, é irreal.
terça-feira, 10 de abril de 2007
Olhar de beirada
Visitei vários sites (depois publico aqui uma lista adequada e censurada já que prego pelo princípio de vergonha em assumir o que faço visitando alguns locais impróprios) e percebi que muitos repetem e republicam fatos grotescos, notícias insípidas, joguinhos melhores do que freecell e paciência, fotos bizarras e muito mais.
O que me toma de grande surpresa é o fato de que eu alimento essa "falta do que fazer" apartir do trabalho, já que em casa minha felicidade é curtir o momento que fico longe do computador do trabalho no meu próprio computador, arrumando minha infindável coleção de músicas, vídeos, fotos, arquivos e mais arquivos, geralmente tranqueiras que vou recebendo através de correntes que visam tratar de assuntos intrigantes com imagens bonitinhas mas sempre trazendo a mesma mensagem clichês que há anos circulam nos emails do mundo inteiro. O que é mais incrível é que sempre existe alguém disposto a traduzir em imagens e em musiquinhas de fazer dormir as mal compostas vizualizações primordiais, recompilar o projeto de lição de vida para babacas ociosos como eu e reenviar todo o material para um montão de gente que fará questão de adicionar ainda mais informações e perda de tempo e repassar a outro montão de gente que terá mais paciência ainda de traduzir em imagens e em musiquinhas de fazer... ah... acredito que é mais do que claro o que quero dizer.
Basicamente, tudo isso é para só dizer o quanto eu já vejo tudo do que recebo através do email e dos sites que me ocupam o tempo ocioso do trabalho (juro, eu deveria trabalhar agora) me enche a paciência... Mas eu não tenho coragem de parar de fazer isso.
quinta-feira, 5 de abril de 2007
Mas é minha ingenuidade...
E agora choro, num choro sofrido, cálido e pesado, as dores de ser merecedor de tanto sofrimento.
Sim, sou merecedor, pois não há outra razão para eu estar assim tão desesperado pela solidão que me esfria os sonhos e desejos de continuar a vida, apesar de não saber por qual razão.
Dizem que a gente aprende com a dor... Mas aprender é uma coisa. Sofrer é outra. A dor que se sofre nunca traz uma reflexão imediata...
e por isso que por mais clichês que sejam ditos, estarei imune mesmo que temporariamente de tantas tentativas de me ter as palavras sábias lidas e ouvidas de tantos intrépidos conhecedores da alma humana...
A verdade e a graça foram consumadas
Sabe, a recompensa que eu necessito não será algo que tem data para chegar, mas sim um sofrimento árduo por se esperar todos os frutos a serem colhidos.
Meu desespero advem de tantas lágrimas já suspensas por infinitos segundos de pura angústia.
E o obrigado sim é por saber que se preocupa por minha causa, mas sem realmente poder causar-me um conforto diante minha indescente frustração de não ter um alento depois de tanto tempoAgredeço sua preocupação, mas só ela, por ser pontual, não terá muitos efeitos a longo prazo para o estresse que passo diariamente.
As escolhas que foram feitas sempre trarão as conseqüências de seguirmos inadvertidamente por caminhos que ousamos experimentar, sem o devido conhecimento prévio... achando que poderemos conseguir a Verdade.
A graça foi perdida, e a verdade está fora de meu alcance agora.
sexta-feira, 23 de março de 2007
!!!
Minha decisão de partir em busca de meu sonho e de minha vontade não fará com que eu desista. Estou cansado de desistência, desinteresse, desgaste, depreciação, depressão, desculpas, desoneração, de ficar martelando minha cabeça por não ter assumido um caminho de fato consumado.
Ela está logo ali, esperando por mim, apesar de não saber.
sexta-feira, 16 de março de 2007
...
Graciosa é sua verdade presente em seu nome.
Detentora da felicidade que se ausenta de meu peito
em todos momentos que seu sorriso não vejo.
Sublimadora de minhas necessidades,
Supridora dos meus desejos.
Por que choro? Por que choro tão doído?
Por que o vazio inifinito que se expande
indefinidamente dentro do meu limitado corpo pequeno?
Suponho que as lágrimas levam as lembranças
ao lugar das lisuras logicamente extintas.
Não me perco do caminho e da necessidade de ir além.
Vou me reencontrar com ela e fazê-la minha.
E finalmente poderei dar-lhe o futuro brilhante
que já planejáramos, mesmo que inconscientemente.
segunda-feira, 12 de março de 2007
...
cada simples sombra projetada na parede,
colorindo com várias matizes e nuances
as memórias que me trazem aos olhos
as mais vívidas lágrimas,
lá está seu perfume,
inedibriando meu coração
num dos mais puros embalos musicais
cuja letra me remete
à tentativa de se esquecer todas as músicas românticas,
ao desespero de lágrimas tão doídas.
Este teu perfume
que me detém os pensamentos
mais longos de uma história tão curta
e tão bem aproveitada.
Tantos momentos como estes
sugerem tantos outros futuros,
sendo a graça imaculada intocável,
já que de tão deliciosos sonhos veio
tão amargo presente na sua ausência,
no seu silêncio tão gritante,
no seu sorriso de um pesar
que não consigo entender.
Não é de sofrimento ácido que sofro agora,
mas é muito mais a necessidade
de me impregnar ainda além do montante que já me doei,
de sentir seu cheiro cheio de intorpecentes beijos,
de ser aquele que detém de você a verdadeira frase "sou sua".
Felicidades em todas suas verdades,
sejam elas conjuntivas a mim,
sejam elas disjuntivas aos outros,
sejam elas conclusivas em si mesma.
quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007
E o trabalho realmente motiva o ócio
Suo, brigo com o programa que subtamente para de responder aos inúmeros berros silenciosos (não posso incomodar os outros nos pensamentos de cair fora o quanto antes desse inferno de se conseguir o pão de cada dia) por conta de uma execução de tarefa imprópria. Como pode ser imprópria? E quem executou tão improvável tarefa? Eu não fui...! (...) Esse mundo de telas cheias de informações para encher a cabeça de preocupações não é prá mim.
Ainda tenho saudades daquele tempo em que para se saber de uma novidade realmente interessante, corria-se até a praça, depois de ouvir alguém que ouviu de outro que disse que era segredo para sei lá quem depois de inúmeras incursões verbais por assuntos excusos, só para se desabafar o peso da consciência por não poder segregar a promessa de confiabilidade da necessidade de se acabar com aquele mal, que atormentava nas noites mal dormidas, ainda mais depois de brigas boçais com o cônjuge por conta de simples imaturidade de se perceber que são picuinhas que os outros falam pelas costas, já que não são teorias revolucionárias locais trazidas por fofocas das pessoas que se debruçavam nas janelas em busca de qualquer movimento atípico do público passante, que ali se defrontavam na análise minunciosa, da cabeça aos pés, desses sedentos por outra discussão inflamada de quem é o culpado por mais um boato infundado (ou não) após inúmeros pontos aumentados e super inflacionados pelas mentes criativamente maliciosas ou maldosas ou ambas.
O que me resta agora é relatar todos os brilhos das sacadas iluminadas que celebravam a chegada de outro ciclo anual de um amiguinho vizinho que era a obrigação ir parabenizá-lo, mesmo após ele ter zombado da minha obra de arte, palavras de mamãe, feita em sala de aula. Talvez a única vantagem desse social altamente infeliz era poder ver a irmã que tinha 5 ou 10 anos a mais do que aquele que considero o grande motivo de minhas anomalias comportamentais perante os fedelhos que sombavam dos meus afazeres, ela usando aquelas roupas de rebelde, moderna para a época, mas muito antiquada para hoje em dia.
Quem sabe mesmo o que me resta é lembrar das brincadeiras dos garotos em pegar os palitos de sorvete e construir fantásticos brinquedos improvisados totalmente babados. O melhor mesmo era realmente chupar o sorvete... Nã, eu gostava muito de tentar fazer algo útil com os fixadores de sorverte, não jogando no lixo após sorver o último sabor vindo da gota absorvida pela madeira, infelizmente nunca conseguia concretizar qualquer feito importante com aquela tentativa de construção primária.
E eu aqui, agora, xingando a mãe do cara que fez o programa executar uma tarefa imprópria e travar, mostrando a mensagem que tenho de perder minhas informações não salvas. Mas a mãe dele, coitada, não tem a ver com esse cara. Aliás, tem. O fez. Se for assim, devo xingar também a bisavó dele. E vou além das gerações... acabo xingando a mim, já que no começo de tudo fomos vindo da antropogênese divina ou neo-darwinista, de acordo com a crença de cada um...
...dane-se! Meu chefe que espere o relatório maldito sobre as cotações para o páreo de pulgas cegas malasianas...